terça-feira, 2 de julho de 2013

Vídeo aula 18 - A escola e as instituições culturais

A cultura e a aprendizagem devem andar sempre de mãos dadas assim como a escola e as instituições culturais - museus, feiras livres, mercados municipais, igrejas e prédios antigos em geral. Essa sintonia faz com que o aluno se interesse pela aula por tratar de um assunto próximo da sua realidade, pois ele vê o monumento mas não reconhece seu valor histórico e cultural. É importante levar os alunos numa visitação orientada e programada para que eles passem a enxergar os espaços urbanos com outros olhos e essa visita também pode acontecer por meio virtual, já que alguns desses espaços oferecem tal tecnologia. Um aluno de nossa escola do interior de São Paulo pode visitar a Mona Lisa de DaVinci no Museu do Luvre quando quiser por meio da internet. O professor deve aproximar o máximo possível as diversas formas de cultura do aluno e fazer com que este seja um assunto mais presente na vida de nossos jovens. A aprendizagem por meio da cultura torna-se mais viva e instigante além de ter o caráter multi e transdisciplinar.

É importante que os alunos conheçam manifestações e instituições culturais de diversos lugares do mundo, mas ao meu ver é ainda mais importante e fundamental que nossos alunos conheçam e valorizem a cultura brasileira que é tão rica e tão esquecida em nossas escolas. Temos um vasto patrimônio artístico, cultural, histórico e natural localizados em todas as partes do país e é importante aproximar os alunos dessa esfera cultural para que forme neles uma consciência de preservação e valorização.

A arqueologia também é uma área bastante rica em conteúdos que explicam e demonstram o modo de vida de nossos antepassados, dos povos que viveram antes de nós. A história é fundamental para entendermos como e porque vivemos dessa maneira e fazer essa relação faz com que o aluno perceba a importância de cada período histórico. A arte rupestre nos oferece uma riqueza de detalhes sobre a vida dos povos antigos e sua evolução. Podemos associar o desenho como uma manifestação artística e mostrar sua modernização que chega até nossos jovens através do grafite. É sempre fundamental aproximar os conteúdos disciplinares da realidade de nossos alunos para que a aprendizagem seja criativa e eficiente e a escola torne-se um espaço vivo e instigante.

Vídeo aula 17 - O professor e a cidade educadora

A vídeo aula 17 vem nos mostrar a importância da cidade na aprendizagem dos nossos alunos, ou seja, ver a cidade como fonte alimentadora do conteúdo escolar. A cidade é o espaço de convivência, de interação, de sociabilidade dos alunos e por tantos motivos, por que não trazê-la para dentro da sala e ainda por que não levar os alunos para fora da sala com um olhar diferenciado sobre a cidade? A cidade é história e ricamente estruturada sobre a diversidade cultural. É uma junção do contemporâneo e do antigo onde ambos se complementam e embelezam-a. Trabalhar os conteúdos através da cidade é expandir o universo cultural dos alunos.




A vídeo aula nos traz o exemplo da importância da Estação da Luz em São Paulo. Mas cada cidade deve preservar a sua especificidade. Aqui em Guaratinguetá por exemplo temos uma obra arquitetônica belíssima e de extrema importância para a cidade: A Catedral de Santo Antônio. A Catedral é o marco fundador da cidade e foi construída no ano de 1630 pelos primeiros habitantes da então vila de Santo Antônio. Foi construída num ponto estratégico entre a Estrada Real que era o caminho que os bandeirantes percorriam para buscar o ouro das Minas Gerais. é o monumento mais antigo da cidade. Teve início em uma capela erguida em “pau-a-pique coberta de palha (sapé)”, nos idos de 1630. A construção atual, em taipe e pedra vem do século XVIII, com reformas e ampliações sucessivas. Em seu interior há altares barrocos e néo-clássicos, com elementos rococó, afrescos e entalhes de madeira, com destaque para o bonito para-vento da entrada. Entre suas antigas e valiosas imagens destacam-se as de S. Miguel, de N. S. das Dores, de N. S. do Carmo, N. S. do Rosário e em especial a seiscentista imagem em terra-cota, de Santo Antônio, padroeiro de Guaratinguetá. 



A visitação pela cidade deve ser sempre orientada e preparada antes, durante a visitação e depois dela acontecida. É importante que os alunos sintam-se inseridos no contexto da cidade, urbano, arquitetônico, cultural e histórico para que possam também transmitir aos seus outros colegas e familiares o orgulho e importância da sua cidade.

Vídeo aula 16 - Trajetórias escolares de deficiência e a EJA: a questão do fracasso escolar

Alguns dados importantes sobre a vídeo aula 16:

- EJA e a Legislação:
LDBEN/9394/96, Artigo 37, constitui a EJA como modalidade de ensino utilizada na rede pública no Brasil, para propiciar a educação de jovens e adultos.
Parecer CEB nº 11/2000: orientações sobre a organização e a função dessa modalidade de ensino.
Alguns autores ressaltam que a EJA, mesmo incorporada na Legislação, sempre foi uma modalidade posta em segundo plano.

- Qual o perfil do aluno da EJA?
- sujeitos compostos pela e na diversidade;
- oriundos de uma camada socialmente mais empobrecida e marginalizada: negros, idosos, trabalhadores ruais, alunos com NEE, etc.
- dentro da diversidade: aumento de alunos com deficiência.

- Diferentes diagnósticos de deficiência na EJA, de acordo com pesquisa realizada em determinado município
- deficiência mental ou déficit intelectual: 43%
- deficiência auditiva: 18%
- deficiência visual: 2%
- deficiências múltiplas: 9%
- condutas atípicas: 14%
- deficiência física: 6%
Assim, surgem questões para reflexão como: quem dá o diagnóstico? Para que serve o diagnóstico? Como o diagnóstico ajuda o professor da EJA a lidar com o aluno com deficência?

- Que caminhos levam esses jovens e adultos à EJA
- oriundos de escolas especiais, onde não completaram seu processo de escolarização: 51%
- oriundos de escolas municipais e públicas: 26%.

EJA: uma oportunidade ou uma armadilha?
A média de permanência dos alunos com necessidades especiais na escola é de dois a três anos na mesma sala  (segundo constatou a pesquisa apresentada pela professora Lúcia, alguns alunos já estavam há mais de 8 anos em uma mesma sala) impossibilitando, dessa forma, um avanço na escolarização. De todos os registros encontrados, apenas 0, 42% dos alunos com deficiência conseguiram certificação.
Os alunos da EJA são jovens e adultos com sonhos e projetos, que apresentam histórico de exclusão escolar. As propostas referendadas pela legislação estão longe de serem efetivadas, pois não se sustentam em informações concretas da realidade de seu alunado, "alunos invisíveis".

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Vídeo aula 15 - Como anda a educação especial no país??

A vídeo aula 15 vem nos perguntar como anda a educação especial no país? Será que está agindo efetivamente e positivamente para a formação das crianças e jovens com necessidades especiais? Qual a verdadeira realidade educacional por trás da inclusão?

Segundo o MEC, as estatísticas comprovam que o aumento das matrículas de crianças com necessidades especiais têm aumentado significativamente ao longo dos anos. Por outro lado, o tempo de permanência dessas crianças na escola de ensino regular têm sido muito pouco (cerca de 1 a 4 anos). E apenas uma minúscula parcela destes alunos chegam ao ensino médio. Se a matrícula tem aumentado, por que o tempo de permanência dessas crianças na escola regular é tão curta? Penso que a resposta é a falta de estrutura e preparo por parte das escolas, e dos profissionais da educação.

Outro dado alarmante que a vídeo aula traz é que as escolas apresentam uma documentação precária sobre seus alunos de inclusão. É difícil levantar a quantidade de alunos deficientes que passaram pela escola, e até mesmo os que frequentam a escola atualmente. As informações são escassas e desencontradas e em muitas vezes falta até mesmo o diagnóstico correto para a criança. Ou seja, a escola pode tentar ajudar mas acaba atrapalhando se não agir da maneira correta, conforme o diagnóstico. Geralmente também não há uma diferenciação dos graus de deficiência e o mais grave é que em alguns casos quem diagnostica a criança são os professores que não têm formação específica para tal. Na realidade é mais um rótulo do que um diagnóstico para que ele se exime da responsabilidade sobre essa criança. 

Vemos também que muitos casos de indisciplina e falta de limites têm se confundido com deficiência intelectual - que é a deficiência predominante na escola. A escola tenta justificar o mau comportamento da criança rotulando-a a atrapalhando significativamente seu desenvolvimento. Todos esses levantamentos atrasam e danificam o processo da inclusão uma vez que não há dados específicos sobre a educação especial, não há informações precisas e objetivas sobre os casos, não há um diagnóstico especializado por profissionais competentes. Sem essas preciosas informações seria impossível instrumentalizar essa escola para receber seus alunos especiais. Não tem como investir na capacitação dos profissionais se não sabemos onde e o que devemos estudar. É preciso que a educação especial seja levada mais a sério pelas escolas e pelo sistema educacional como um todo porque o aumento da matrícula sozinho não garante que essas crianças estejam sendo bem atendidas nas escolas.

Vídeo aula 14 - Processos de aprendizagem e implicações para prática docente

A professora Silvia Collelo inicia sua aula falando de três mitos da aprendizagem:

- A aprendizagem é consequência do ensino.
- A aprendizagem se faz em etapas que podem ser controladas pelo ensino linear, cumulativo, fragmentado e inflexível.
- Aprender é diferente de usar o conhecimento.

Segundo Vygotsky, a aprendizagem é interligada ao contexto sócio-cultural do aluno. A aprendizagem ocorre na relação sujeito - outro, é aí que a criança vai compreender e viver as experiências do mundo. Podemos dizer que o conhecimento científico nem sempre está interligado a este universo. O papel fundamental da educação é exatamente relacionar essas diversas esferas.
O saber se dá em várias dimensões: cognitiva, funcional e afetiva. E para que a aprendizagem seja efetiva  e plena são necessárias ações como: interação (encontro com as pessoas), mediação (acesso ao conhecimento) e linguagem (instrumento de reflexão e discussão). 

Segundo Piaget, o homem está sempre em busca da aprendizagem e do conhecimento, por ser um ser "curioso" por natureza. Mas a construção de sua aprendizagem é como uma rede e é subjetivo de cada indivíduo. 

A assimilação do conhecimento ocorre de várias formas:

-A informação vem e é assimilada corretamente.
-A informação vem e não é assimilada.
-A informação vem e há uma distorção na assimilação.

Sendo assim o processo de aprendizagem se dá por meio de uma sequência:
  1. Assimilação com seus saberes.
  2. Elaboração de hipóteses.
  3. Antecipação dos resultados.
  4. Prática/Experiência.
  5. Desapontamento pela Surpresa.
  6. Desequilíbrio Cognitivo.
  7. Assimilação do novo conhecimento.

Para Piaget, toda aprendizagem vem com sofrimento e assim é que se evolui.
Para o professor, ficam os seguintes desafios: o ensino deve seguir a ação e reflexão, com intervenção docente entre a problematização e o resultado real. Assim é possível que o aluno aprenda, use o conhecimento adquirido e forme-se como um cidadão consciente, crítico e protagonista de sua própria vida.

Vídeo aula 13 - A construção do fracasso escolar: os mecanismos do não aprender e os desafios do professor

Esta vídeo aula vem nos falar de um dos problemas mais graves e perturbadores da educação: por que os alunos não aprendem? Infelizmente, sabemos bem que nosso país está abaixo de todos os parâmetros  educacionais nacionais e internacionais e que o problema é muito mais grave e profundo do que parece. Culpamos a família, a sociedade, a escola, o sistema educacional sem pensar em alternativas efetivas de resolução dos problemas. Nos importamos muito em culpar e pouco em resolver. Mas não podemos pensar nesse problema se não discutir as três principais esferas da educação: o mundo, a escola e o aluno. Devemos pensar em cada esfera paralelamente e conjuntamente para que as soluções e alternativas sejam discutidas.

Na relação aluno X mundo temos a problemática que perpassa a cabeça das crianças: qual a razão para aprender? Vivemos uma sociedade capitalista e individualista que valoriza o TER e esquece-se do SER. O que importa é ter uma boa condição de vida financeira, e não o que a pessoa é em sua essência. Tal noção faz com que o conhecimento seja totalmente desvalorizado, e esse é um dos desafios para os professores: resgatar o valor do conhecimento e mostrar aos alunos que o saber é necessário e valioso.

Na relação mundo X escola encontramos um distanciamento da sociedade atual com a escola. O mundo mudou, transformou-se, modernizou-se mas a escola parece ter ficado parada no tempo. A escola não acompanha o desenvolvimento da sociedade e faz muros altos e fechados para isolar-se. Parece que a escola não fala a mesma linguagem do mundo e assim não mostra a utilidade do conhecimento. Torna-se uma escola massante, desinteressante e monótona onde o ensinamento não é significativo para o aluno.

Na relação escola X aluno encontramos o problema da metodologia ultrapassada e práticas mecânicas que não despertam o interesse nem a vontade do aluno aprender. Falta diálogo e parceria entre aluno e professor, e entre aluno e equipe gestora. Não fica evidente o laço que unem ambas as partes que é o laço do conhecimento, do saber, da construção da formação humana. E ainda vemos escolas preconceituosas que não sabem lidar com a diferença e insistem em afirmar práticas discriminatórias onde não incentivam e não valorizam a diversidade cultural de seus alunos.

Enfim, a lógica do não aprender perpassa por várias dimensões complexas e interligadas. A dimensão cultural onde o professor tem que ajustar-se à cultura de seus alunos e falar a linguagem deles para atraí-los e conquistá-los. A dimensão social que traz os desafios das relações sociais em prol do bem estar coletivo. A dimensão pedagógica que deve ajustar-se à metodologia que o aluno ditar, onde ele se sair melhor. E a dimensão política que deve valorizar o conhecimento, a escola e seus agentes. Temos um emaranhado de relações e dimensões complexas que na prática devem ser simplificadas ao máximo (sem desmerecer as questões) para que a escola funcione efetivamente e deixe finalmente a imagem de um lugar chato e monótono. 


domingo, 30 de junho de 2013

Vídeo aula 12 - Como vem sendo organizada a educação especial no país??

A professora Cláudia Lódi vem nos dizer como vem sendo organizada a educação especial no Brasil de acordo com o passar dos anos. Primeiramente existiam as escolas especiais que atendiam somente alunos com a mesma necessidade especial: cegos ou surdos. As crianças com déficit intelectual eram educadas em asilos ou manicômios porque entendiam que elas deviam ficar longes de outras crianças por proteção. Depois surgiram as classes especiais onde todas as crianças com necessidades educativas especiais eram matriculadas nessa mesma sala e o professor tinha que lidar com todos os alunos ao mesmo tempo. Porém, o objetivo era mais a socialização do que a educação propriamente dita. Depois surgiram as instituições especializadas e por fim as classes regulares de ensino onde os alunos tinham que acompanhar o ritmo do restante da classe tendo atendimento especializado no contra-turno. 
No século XXI temos finalmente a Política Nacional de Educação na Perspectiva da Educação Inclusiva que garante o direito de todas as crianças estudarem juntas, sem qualquer discriminação e preferencialmente na rede pública de ensino. Segue um vídeo do MEC que mostra a inclusão dos alunos com necessidades educativas e especiais nas escolas regulares da rede pública, do ensino fundamental à universidade.



No final da aula a professora nos deixa algumas questões para reflexão:

1-Como a Educação regular e o atendimento educacional especializado tem se organizado na prática?2-É possível pensar em Educação para Todos em igualdade de condições ?3-O papel da Escola seria apenas buscar a socialização dos alunos com NEEs ?4-E sua função educacional ?5-Esta organização tem favorecido (ou não) a educação de crianças e jovens com NEEs?
Apesar de todo material e legislação vigente, acho que o Brasil ainda precisa progredir muito no âmbito da educação inclusiva uma vez que os próprios professores sentem-se inseguros e despreparados para lidar com essa questão tão delicada e complexa. 

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